Não luto apenas pela vitória pois reconheço a possibilidade da derrota.
Luto porque sei que se eu não lutar o inimigo avança.
Luto porque não quero o luto.
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Um homem cuidando de algo que não é seu...
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Aqui vocês vêem um soldado,
Um veterano de milhares de guerras psicológicas,
Que luta, diariamente, batalhas que começam perdidas,
Em guerras criadas por generais que não se incomodam se ele voltará ou não.
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Em silêncio ele atravessa o campo,
Cruzando trincheiras repletas de lembranças mal resolvidas,
Desviando do arame farpado de mágoas,
Enquanto minas de medo explodem a seus pés.
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Ao final do dia sua energia se foi,
Sua munição de entusiasmo chegou ao fim.
Seu uniforme, feito de esperança, esta destruído.
Mas ele sabe que amanhã, ao raiar do sol, estará pronto para lutar.
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Por isso não estranhe seu silêncio.
Pode ser que, enquanto você espera uma resposta, ele esteja lutando pela sanidade.
E assim, perdendo e ganhando, ele segue,
Esperando um dia encontrar a paz.
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Missão: Completar oito anos de idade.
Onde: No estado onde 78 em cada 100 morrem antes disso.
Inimigos: A Miséria e o Trabalho Infantil.
Missão: Sobreviver à exploração sexual infantil.
Onde: No país onde uma em cada cinco cidades possui locais específicos de explorações de crianças.
Inimigos: A Desigualdade e a Fome.
Missão: Concluir o ensino superior.
Onde: No país onde o faculdade pública é coisa para poucos.
Inimigos: O Ensino Médio ruim e nenhum incentivo ao estudante pobre.
Missão: Sobreviver à violência doméstica.
Onde: No país onde a cada 15 segundos uma mulher apanha em seu próprio lar.
Inimigos: O Silêncio e a Desinformação.
Missão: Chegar à aposentadoria e sobreviver à ela.
Onde: No país onde mais da metade da população vive com um salário mínimo ou menos.
Inimigos: A falta de Saúde Pública e o Desrespeito.
Missão: Sobreviver.
Onde: Nas periferias de um país de terceiro mundo.
Inimigos: O Tráfico de drogas, a falta de Oportunidades e a falta de acesso à Cultura.
E você, qual a sua missão?
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Maria Madalena
Menina marcada
Moça maltratada
Mulher mutilada pelo marido
Moradora do morro
Mãe de Mateus, Marcos e Márcia
Mateus matou
Marcos morreu de mágoa
Márcia virou meretriz
Em sua maloca, pelas mãos dos militares, Madalena morreu mirando melhorias
Modernidades em meio ao mal
Marta
Milionária
Mulher mesquinha
Ministra, mero marketing
Mãe de músicos
Maltratou milhões de munícipes
Magnificada pela mídia de merda
Medimos mulheres
Mega-traficantes marcam meninas
Multinacionais malditas matam muitas
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(livremente inspirado na "Brasil com P" do GOG...)
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SE
"Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!"
Rudyard Kipling
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São Paulo, 21 de janeiro de 2008
A todas as aeronaves, aos aeroportos, aos que navegam e aos que sonham.
Moça,
Não escrevo para dizer que não te amo mais. Muito menos para dizer que já me esqueci de você. Escrevo para dizer que apesar de tanto tempo e de tanta distância eu sempre me senti preso a você. Sempre senti como se ainda houvesse alguma chance de ficarmos juntos.
Talvez, a chama que me consumiu foi tão intensa que não pôde se apagar assim tão facilmente. Vivi muita coisa desde que nos separamos. Senti muito a sua falta. Mas em meu coração você sempre esteve presente.
Sei que você nunca me deu esperanças. Sei que você nunca me pediu pra esperar. Sei que fui eu quem ficou preso mesmo sem que você tenha me prendido. Não te culpo.
Mas agora sinto que posso ser feliz com outra mulher. Sinto que não devo mais compará-las a você. Sinto que chegou a hora de me libertar. E sinto isto como nunca senti antes.
Vou me permitir ser feliz sem você. Que Deus me ajude.
Desejo, em meu coração, que você seja feliz também.
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Em 1834 elegeu-se deputado estadual enquanto continuava sua tentativa de fazer-se advogado autodidata. No ano seguinte, porém, a morte de sua noiva destruiu sua expectativa de ser feliz. Caiu em longo período de depressão e desnorteamento. Seu eventual casamento, a que se sentiu preso por obrigação de honra, parece haver feito parte de processo enigmático: a desesperança do amor converteu-se na esperança de salvar-se pela dedicação a uma grande tarefa.
Em 1838 foi derrotado na eleição para presidente da Assembléia Legislativa de seu Estado. Passou a ganhar a vida como advogado. E enfurnou-se no estudo da Bíblia, de Plutarco e dos poetas românticos, procurando incitamentos à grandeza que não mentissem sobre quem somos e o que queremos. Seus contemporâneos começaram a notar-lhe o traço mais marcante: força de vontade inquebrantável e inexplicável. Duvidavam, contudo, que um homem que não podia ver um bicho sofrer sem ficar transtornado pudesse triunfar no mundo bruto do poder.
Em 1843 não conseguiu legenda para candidatar-se ao Congresso. Elegeu-se em 1846 deputado federal. Entretanto, seu trabalho contra a intervenção americana no México deixou-o isolado. Não tentou reeleger-se na eleição subseqüente. Em 1849 teve rejeitado seu pedido de cargo federal de terceiro escalão.
Viajou nos anos seguintes pelo país tentando levantar discussão nacional sobre como reformar a democracia americana e evitar a guerra civil. Sua voz começou a ser ouvida. Sofreu, porém, derrotas repetidas como candidato ao Senado em 1854, como pré-candidato à vice-presidência em 1856 e novamente, como candidato ao Senado em 1858.
Na opinião geral, sua vida pública, série quase ininterrupta de reveses e rejeições, chegou, em 1858, ao fim. Consolidou-se entre seus amigos a impressão de que sua combinação misteriosa de doçura, clareza e teimosia o incapacitava para a ação prática.
Em 1860 Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos. Conduziu até a vitória e a emancipação dos escravos a guerra civil americana, inferno de sangue e lágrimas, tentando reconciliar a justiça com a misericórdia e a prudência com a humanidade. Refundou, com isso, a República, mas não sem antes haver visto o incompreensível e vivido o intolerável. Em 1865 foi assassinado.
Diz o poema de Rilke: “Se fores o sonhador, sou teu sonho. Mas se quiseres acordar, sou tua vontade”. Seria, a partir da virada de 1860, a relação de Lincoln, vivo e morto, com seu país."
Texto de:
Do livro: A Segunda Via – Presente e Futuro do Brasil - 1ª edição
Editora: Boitempo Editorial
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São Paulo, 12 de novembro de 2007
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Você já se sentiu invisível???
Lembro que quando era criança queria ter o poder de ficar invisível e sair aprontando um monte de coisas sem que ninguém me visse.
Hoje percebo que a invisibilidade nem sempre é um poder desejável.
Ao vestir um uniforme e executar uma função "braçal" (entre aspas, já que nem todo dia utilizo uma ferramenta no trabalho) percebo que a forma como sou tratado muda muito. A função de mecânico é vista como importante quando algo dá errado, mas na maior parte do tempo é associada à um mal necessário. Pilotos, comissárias e até mesmo chefes olham de cima. Quase sempre passam sem ao menos trocar um olhar. Isto só muda de figura quando há um problema a ser resolvido na aeronave.
Não li o livro “Homens invisíveis: relatos de uma humilhação social”, do psicólogo Fernando Braga da Costa, mas li uma reportagem sobre a tese em que ele conseguiu provar a existência da invisibilidade pública, quando vestiu uniforme e trabalhou oito meses como gari na Universidade de São Paulo. Lembro de seu relato de angústia quando pessoas que o tratavam como amigo, passavam por ele sem ao menos dizer "oi" quando vestia o uniforme. Segundo ele, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis, sem nome”.
Estamos cercados de pessoas socialmente invisíveis. Você passa pelo homem que está varrendo a rua, pela mulher que está te servindo na lanchonete, pelo homem que abastece seu carro, pela mulher que pede esmola no farol, pelo garoto que engraxa teu sapato e por tantas outras pessoas, que você, do alto de seu universo-umbigo, não quer perceber.
Aprendi quando garoto que você não precisa (muitas vezes não deve) dar dinheiro para demonstrar reconhecimento. Um bom dia, um obrigado, um por favor, um sorriso, um aceno de cabeça ou um olhar custam quase nada para quem os dá. Valem muito para quem os recebe.
Pense nisso quando encontrar alguém que você considera menos importante.
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Quando penso nos caminhos que me trouxeram até aqui, fico impressionado com a forma como as coisas aconteceram.
Quando era criança queria ser militar. Lembro que na quarta série chamava a professora de Sargento (huahuahahuahahua...). Quando era adolescente não sabia oque queria ser. Fiz circo, teatro e aos quatorze anos comecei a trabalhar de office boy. Já fui vendedor. Já trabalhei em escritório. Na verdade, sempre gostei de trabalhar com gente.
Então, num destes dias de dezembro que você não sabe como acontecem, quando eu tinha acabado de terminar um curso técnico e estava meio sem rumo, folheando uma revista, ao ver um anúncio de curso para mecânico de aeronaves, algo estalou. Foi como se minha vida inteira eu estivesse esperando pra ler aquele anúncio.
Primeiro fiquei surpreso em descobrir que avião tinha mecânico. Depois relembrei o quanto sempre gostei de aviões mesmo sem nunca ter chegado perto de um. Então pensei: porque não???
Daquele dia em diante já sabia o que queria ser: Mecânico de Aeronaves. E foi isso que me tornei.
Hoje cuido de algo que não é meu, mas do qual me orgulho de cuidar. A idéia de consertar coisas me atrai. A idéia de evitar que estas coisas quebrem me atrai mais ainda.
E o mais interessante é que se eu não tivesse visto aquele anúncio, naquele dia de dezembro, não teria vivido o monte de coisas que eu vivi nestes últimos oito anos.
Caminhos que podem ser mudados por uma simples placa na lateral da estrada.
E por uma dessas simples placas, meu caminho está prestes a mudar novamente...
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Lembro do dia em que a conheci. Eu tinha 10 anos. Cheguei da escola e encontrei-a deitada no sofá da sala. Era linda como uma manhã de sol num domingo feliz. Fiquei bobo, olhando enquanto ela dormia. Até que ela abriu os olhos e eu pude vê-los. Aqueles belos olhos, pelos quais me apaixonei à primeira vista.
E enquanto os dias se passavam eu me apaixonava mais. É extremamente dificíl conviver com ela e não se apaixonar. Creio que sem ela minha vida seria bem chata. Acho até que muito do que sou hoje foi moldado por ela.
É obvio que nem sempre ela é tranquila. Na verdade ultimamente estes momentos de tranquilidade dela tem se tornado raros. Mas, quando acontecem, vale a pena.
Os dias se foram, tornaram-se semanas, meses, 18 anos.
Sinto orgulho pelo que minha irmã querida se tornou. E acredito nela com todo meu coração. Sei que ela vai ter uma linda vida pela frente. Sei que ela vai ser uma estrela no céu de muita gente. Porque no meu céu ela já é.
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15:25
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Dizem que a primeira postagem a gente nunca esquece.
Pra começar vou explicar o nome do blog: Caseiro de Satélite.
Faz um tempo, numa aula de manutenção e navegação por GPS, o instrutor explicava que o sistema recebia sinais de satélites espalhados no espaço, quando um aluno, sentado ao meu lado, levanta o braço e pergunta:
- Mas quem faz a manutenção do satélite???
Um outro aluno, que não aguentou a deixa, responde:
- O caseiro, que fica no satélite com seu cachorro!!!
Ninguém aguentou e a classe inteira riu da situação...
Eu, que consigo imaginar as situações mais insanas, fiquei pensando naquilo... um cara, com seu fiel cão, fora do planeta (mas atento à ele), na imensidão do espaço, cuidando de algo que não é seu... E percebi que é assim que me sinto as vezes. Um caseiro de satélite. E pensei: se um dia criar um blog, este vai ser o título!!!
Quero fazer deste espaço um mural, com as idéias que vou tendo a todo instante, sobre as coisas que mais gosto na vida. Acredito que vou acabar falando sobre o que não gosto também, mas pretendo não ser tão chato!!!
No próximo post falo um pouco mais sobre mim...
Abraços
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